Em andamento: CRM com Kanban e integrações por vertical
A agenda mostrou que o valor está em resolver, não em responder. O que está sendo construído agora leva essa ideia adiante: acompanhar o cliente depois da conversa, e falar a língua de cada ramo em vez de servir a todos igual.
Este é o capítulo aberto. O que está em desenvolvimento agora, e por quê.
CRM com Kanban
A conversa acaba e o cliente some. Esse é o buraco atual.
A plataforma sabe tudo que foi dito, quem atendeu e quando — e não sabe o que aconteceu depois. O lead virou venda? A proposta foi enviada? Alguém retornou?
Nossos clientes resolvem isso hoje exportando conversa para planilha, ou copiando dado para outro CRM. Ou seja: a Atendus centraliza o atendimento e descentraliza o que vem depois dele.
O CRM em construção fecha esse ciclo. Kanban com etapas configuráveis, cartão alimentado pelo que já existe na conversa, movimentação manual ou automática a partir do que o agente detectou.
O detalhe que faz diferença: o cartão nasce da conversa, não de digitação. A informação já está lá — quem é, o que quer, o que foi combinado. Todo CRM que depende do atendente preencher formulário depois do atendimento acaba desatualizado, porque preencher formulário é a última coisa que alguém faz quando o telefone está tocando.
Integrações por vertical
A segunda frente é mais estratégica que técnica.
Uma plataforma horizontal serve a todo mundo mais ou menos. Uma imobiliária não quer “uma plataforma de atendimento”: quer receber o lead do portal, saber de qual imóvel ele veio, e disparar o primeiro contato antes do concorrente. Uma clínica quer o agente sabendo o preparo de cada exame e a agenda de cada profissional.
Estamos construindo pacotes por ramo — começando por imobiliário, com integração a CRM do setor para receber lead e acionar o primeiro contato via WhatsApp em segundos, e por clínicas, ligando agenda, procedimento e convênio.
Aqui a arquitetura modular volta a pagar. Uma vertical é um conjunto de módulos pré-configurados: canais, agentes com conhecimento típico do setor, integrações específicas, etapas de CRM que fazem sentido para aquele fluxo. Não é um produto novo — é uma combinação diferente das mesmas peças.
Se a plataforma fosse monolítica, cada vertical seria um fork. Sendo modular, é configuração.
O que estamos buscando
A Atendus está buscando investimento para expandir.
O produto está em produção, com clientes pagantes, arquitetura que aguenta o crescimento e uma segunda versão já validada pelo feedback da primeira. O que falta não é técnico: é alcance comercial e time para acelerar o roteiro que hoje depende de pouca gente.
As frentes onde o capital entra:
Verticais. Cada ramo exige entender o negócio antes de integrar. É trabalho de descoberta e parceria, não só de código.
Time. A engenharia hoje é enxuta demais para o tamanho do roteiro. Isso funciona para validar e trava na hora de escalar.
Aquisição. Os primeiros clientes vieram de rede e indicação, que é o canal mais barato e o que menos escala.
O que eu faria diferente
Fechando com honestidade, três coisas que teriam economizado meses:
Métrica de qualidade desde o começo. Eu sei que as respostas melhoraram por percepção e por relato de cliente. Não tenho número. Um conjunto de perguntas reais com a resposta esperada, rodado a cada mudança, teria dito quais ajustes funcionaram — e evitado os que só mudaram.
Multi-usuário não devia ter esperado. Adiei por ser MVP e virou urgência com cliente compartilhando senha. Autenticação e permissão são baratas no dia zero e caras depois, especialmente com dado de conversa de terceiro em jogo.
Rastreamento distribuído desde o primeiro canal. Com um canal, seguir a mensagem à mão funcionava. Com uma dezena, cada investigação virava arqueologia. Correlação por ID atravessando os três níveis deveria ter entrado junto com o segundo microsserviço, não depois do quinto.
Este diário continua conforme cada frente sair do papel.