Versão 2 no ar: omnichannel de verdade, agenda e planos
Cinco meses de feedback dos 12 primeiros clientes viraram a segunda versão. O atendimento deixou de ser só WhatsApp, o agente passou a marcar horário, e a plataforma ganhou a estrutura comercial para escalar sem mim no meio.

Performance Baseline
- Ciclo do MVP à v2
- 5 meses
- Planos comerciais
- 3
Em meados de julho a versão 2 entrou no ar. Não foi um redesenho: foi tudo que os 12 primeiros clientes ensinaram, entregue de uma vez.
Omnichannel de verdade
O MVP tinha WhatsApp. A v2 tem WhatsApp — na conexão direta e na API oficial da Meta —, Instagram Direct, Facebook Messenger, Live Chat para o site, API genérica para integrar com Zapier, Make, n8n ou qualquer coisa via webhook, além dos marketplaces: Mercado Livre, OLX e Shopee. Tem também Google Meu Negócio para responder avaliação, e integração com CRM imobiliário para receber lead e disparar o primeiro contato automaticamente.
O número de canais impressiona menos do que o custo de cada um. Graças à decisão de dezembro, canal novo é um Worker novo — não toca no app, não toca no worker de processamento, não precisa de janela de deploy. O custo marginal de um canal ficou aproximadamente constante, e é isso que permitiu ir de um para mais de uma dezena em poucos meses.
Cada canal com seu próprio agente, como o construtor previu. Pergunta de anúncio no Mercado Livre e conversa de WhatsApp não pedem o mesmo tom.
Agenda
Nasceu do pedido de uma clínica que parecia fora de escopo. Ao ler as conversas, ficou claro que boa parte do atendimento delas terminava em marcação — e o agente encerrava justamente a conversa que estava funcionando com um “entre em contato para agendar”.
Agora o agente consulta disponibilidade e marca dentro da conversa. Foi o primeiro módulo que mostrou uma coisa importante sobre o produto: o valor não está em responder, está em resolver. Uma conversa que termina em agendamento vale mais que dez que terminam em informação.
Isso mudou o roteiro do que viria depois.
Estrutura comercial
Até aqui cada cliente era um acordo. A v2 trouxe planos definidos:
| Plano | Canais | Usuários | Tokens/mês | Valor |
|---|---|---|---|---|
| Starter | 1 | 1 | 2 milhões | R$ 197 |
| Professional | até 5 | 3 | 6 milhões | R$ 497 |
| Enterprise | ilimitados | 10 | 10 milhões | R$ 997 |
A escolha de cobrar por token, e não por mensagem ou por atendimento, foi deliberada. Token é a unidade de custo real da plataforma — é o que a gente paga ao provedor do modelo. Cobrar por mensagem descola preço de custo: uma conversa longa com base de conhecimento grande consome muito mais que um “qual o horário de vocês?”, e cobrar igual pelos dois significa subsidiar o cliente pesado com o leve.
Também foi decidido não ter fidelidade. Num produto que ainda está encontrando o encaixe, contrato de doze meses esconde o sinal que mais importa: se o cliente fica porque quer ou porque não pode sair.
O que ainda não está pronto
Registrando com honestidade:
Relatórios são básicos. Volume e histórico. Falta o que o cliente pergunta de verdade: quantas conversas o agente resolveu sozinho, onde ele escalou, o que ele não soube responder. Essa última métrica é a mais valiosa e a que a gente ainda não expõe direito.
Não há teste do agente antes de publicar. O cliente configura e descobre o resultado no atendimento real. Precisa de um ambiente de simulação.
A qualidade da recuperação não é medida. Sei que melhorou por percepção e relato, não por número. Sem conjunto de avaliação, todo ajuste na base de conhecimento é opinião — inclusive os meus.
O próximo capítulo trata do que veio depois desta versão.