Diário do Projeto
Prompto

250 prompts depois: o que ficou e o que vem

A biblioteca passou de 250 prompts publicados em 15 categorias. O que mais mudou não foi o produto, foi entender o que as pessoas realmente procuram — e isso definiu as duas frentes seguintes.

Página inicial do Prompto, com o preview de um prompt e as variáveis destacadas em laranja.

Performance Baseline

Prompts publicados
250+
Categorias
15

A biblioteca passou de 250 prompts publicados, distribuídos em 15 categorias. Um número modesto para um marketplace e razoável para uma biblioteca curada — que é exatamente a diferença que a gente aprendeu a defender.

O que os primeiros meses ensinaram

Ninguém procura “prompt de marketing”

A organização inicial era por categoria: Marketing, Vendas, Produto, Suporte. Faz sentido para quem organiza e nenhum para quem busca.

A pessoa que chega não quer “um prompt de marketing”. Ela quer escrever uma sequência de e-mails de boas-vindas para um produto SaaS. A distância entre as duas coisas é onde a busca falhava.

Reorganizamos por caso de uso — o que a pessoa está tentando fazer, não a área a que aquilo pertence. As categorias continuam existindo como filtro, mas deixaram de ser a estrutura principal.

O preview é o produto

A funcionalidade que parecia detalhe virou o motivo pelo qual as pessoas voltam.

Um prompt com [PRODUTO] e [PERSONA] no meio de três parágrafos é um convite a esquecer de trocar um deles. Destacar as variáveis, deixar preencher num campo à parte e mostrar o texto final montado eliminou esse erro — e é a diferença entre copiar um prompt e usá-lo.

Quem publica também escreve melhor por causa disso: ao marcar as variáveis, a pessoa é obrigada a pensar no que muda de contexto para contexto. O formato melhora o conteúdo.

Fork é mais usado que publicar do zero

A maior parte das versões novas não nasce de página em branco: nasce de alguém pegando um prompt existente e adaptando ao próprio negócio.

Isso confirmou a aposta no versionamento. Se o produto fosse só uma lista de prompts para copiar, cada adaptação morreria no editor de quem fez. Com fork e histórico, a adaptação vira uma versão que outra pessoa pode encontrar — e a biblioteca melhora sozinha conforme é usada.

As duas frentes seguintes

Testar o prompt na própria plataforma

Hoje o Prompto entrega o texto e você cola onde quiser. Isso foi decisão consciente — não queríamos virar mais um cliente de IA nem gerenciar chave de API de ninguém.

Mas há um buraco no meio: você copia, cola, roda, não gosta, volta, ajusta, cola de novo. O ciclo de iteração acontece fora da plataforma, e é justamente nele que o prompt melhora.

Dá para fechar esse ciclo sem virar cliente de IA: rodar o prompt ali, ver o resultado, ajustar e salvar como nova versão. O histórico deixa de registrar só o que mudou e passa a registrar por que mudou.

Prompts pagos

A biblioteca gratuita continua e é o coração do produto. A frente nova é permitir que quem escreve prompt elaborado possa vendê-lo — e que quem precisa possa comprar em vez de reconstruir.

O raciocínio é o mesmo de qualquer marketplace de conteúdo técnico: existe uma faixa de prompt que custa horas de trabalho especializado para chegar ao ponto, e que hoje não é publicada em lugar nenhum justamente porque não há como capturar esse valor.

O desafio não é cobrar — é provar valor antes da compra. Prompt é texto: uma vez visto, foi entregue. Não dá para dar preview do conteúdo como se faz com software. Provavelmente passa por mostrar o resultado sem mostrar o prompt, por reputação de quem publica e por garantia de devolução. É o problema que estamos desenhando agora.

O que este projeto me ensinou

O Prompto é bem menor que a Atendus, e por isso mesmo ensina uma coisa diferente: restrição de tempo é ferramenta de design.

O prazo de um mês forçou decisões que eu não teria tomado com prazo aberto. Não virar cliente de IA, não ter feed social, não construir editor genérico — cada um desses “não” veio de precisar entregar em dezembro, e todos se provaram certos depois.

Com prazo aberto, eu teria construído os três. E provavelmente ainda não estaria no ar.

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